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Terça-feira, 18 de Junho de 2024
FAKE NEWS SOBRE TRAGÉDIA E NEGACIONISMO CLIMÁTICO GERAM LUCRO NO YOUTUBE

Fake News
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FAKE NEWS SOBRE TRAGÉDIA E NEGACIONISMO CLIMÁTICO GERAM LUCRO NO YOUTUBE

Plataforma tem permitido conteúdos com desinformação sobre as enchentes no Rio Grande do Sul

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Mesmo após assinar em conjunto com outras plataformas um acordo de cooperação para evitar a propagação de fake news sobre as enchentes no Rio Grande do Sul, a rede de compartilhamento de vídeos YouTube tem permitido que canais lucrem com conteúdos que fazem alegações falsas sobre a tragédia ou promovem discursos negacionistas sobre as mudanças climáticas. 

O alerta é do NetLab, laboratório vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que identificou postagens desinformativas que seguem monetizadas pela plataforma. Ao menos oito desses vídeos, em que são exibidos anúncios vendidos pelo YouTube, somam juntos mais de 2,3 milhões de visualizações desde o início de maio.

Uma das principais frentes de desinformação tem sido a atuação dos governos durante a crise no estado. Com 240 mil visualizações, um dos vídeos apontados pelo laboratório distorce, por exemplo, uma fala da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), ao atribuir a ela a afirmação de que o governo federal só mandaria recursos para o Rio Grande do Sul quando a água baixasse. 

O conteúdo enganoso tem como base um discurso de Tebet de 7 de maio, em que a ministra diz que só seria possível medir a extensão da tragédia e calcular os gastos necessários para ajudar o estado “quando essa água baixar”.

Outro vídeo monetizado propaga uma suposta proibição do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul no uso dos seus jet skis nas regiões afetadas pelas enchentes. A afirmação foi desmentida pela corporação.

Doações viram arma

As doações às vítimas da tragédia também foram usadas para desinformar. Uma postagem monetizada pelo YouTube, que soma mais de 10 mil visualizações, reproduz uma fala do deputado português André Ventura, presidente do Chega, partido de extrema direita do país, em que afirma que o governo Lula havia recusado ajuda internacional para as vítimas da tragédia. 

O parlamentar diz que a gestão Lula não quer que Portugal envie 120 toneladas de doações e quer “esconder as falhas” no tratamento dado à tragédia.
Em 14 de maio, o episódio chegou a ser verificado pelo Fato ou Fake, serviço de checagem do Grupo Globo. As doações vindas de Portugal, na verdade, estavam em uma triagem para separar itens por categorias, como roupas, alimentos e medicamentos, e conferir a validade de eventuais itens perecíveis. 

Além disso, o governo brasileiro já havia retirado restrições legais para a importação de bens usados mediante doação com o objetivo de receber ajuda humanitária de outros países.

 

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Extra
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução/ABR
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