Às vésperas de completar um ano dos ataques do dia 8 de janeiro, um laboratório passou a operar no Palácio da Alvorada especialmente para garantir a revitalização e recuperação de obras de patrimônio público depredadas pelos atos antidemocráticos e de vandalismo na sede do governo, em Brasília. São 20 peças de artes estimadas em um valor total de R$ 40 milhões.
O processo de restauro das obras artísticas do acervo da Presidência se tornou possível a partir de um Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O órgão produziu laudos sobre o estado de conservação dos bens danificados.
Peça do Século XVII danificada por vândalo
O relógio Balthasar Martinot Boulle, do Século XVII, e a caixa de André Boulle, destruídos durante os atos de vandalismo, serão revitalizados a partir de um Acordo de Cooperação Técnica formalizado com a Embaixada da Suíça no Brasil.
Presente da monarquia suíça ao rei Dom João VI, o relógio foi trazido para o Brasil em 1808, sendo severamente danificado pelo vândalo Antônio Cláudio Alves Ferreira, um dos presos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
Reparos
Além do restauro das peças de arte, o governo assumiu uma despesa de quase R$ 300 mil com reparos dos seguintes danos causados pelos invasores do Palácio da Alvorada:
Parte elétrica: R$ 8.781,20
Vidraçaria: R$ 204.449,26
Divisórias especiais (portas e divisórias): R$ 15.000
Pintura: R$ 13.000
Bancadas e tampos de mármore: R$ 7.000
Peças sanitárias: R$ 3.000
Gradil: R$ 7.500
Elevador danificado: R$ 39.000
Total: R$ 297.730,46

Comentários: