A vacina Pneumo 20, que pode custar mais de R$ 500 na rede privada, passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O imunizante amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, meningite, infecções no sangue e otite média.
Considerada mais moderna que as versões anteriores disponíveis na rede pública, a Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, incluindo alguns dos mais associados aos casos graves da doença pneumocócica invasiva. A nova vacina foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação e já começou a ser distribuída para estados e municípios.
Segundo o Ministério da Saúde, a nova formulação amplia a cobertura contra os sorotipos 3, 6A e 19A, frequentemente relacionados a quadros severos de pneumonia e meningite. O imunizante também ajuda a prevenir casos de otite média, infecção que pode causar perda auditiva e outras complicações.
Desde maio, mais de 570 mil doses do novo imunizante já foram distribuídas para todo o Brasil. A expectativa da pasta é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses até o fim de 2026.
PÚBLICO ALVO
Inicialmente, a Pneumo 20 será destinada ao seguinte público alvo:
– Crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal;
– Indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
– Idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados;
– Pessoas com condições clínicas especiais atendidas pela Rede de Imunobiológicos para RIE (Pessoas em Situações Especiais).
MORTALIDADE INFANTIL
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que a doença pneumocócica está entre as principais causas de mortalidade infantil por enfermidades que podem ser prevenidas por vacinação.
No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados cerca de 4.600 mil casos de meningite pneumocócica e 1.400 mortes. Entre crianças menores de cinco anos, o período contabilizou 616 casos e 188 óbitos.
Além de reduzir internações e mortes, o governo federal espera que a ampliação da vacinação diminua os gastos do SUS com tratamentos, leitos de UTI e reabilitação de pacientes que desenvolvem sequelas.

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