A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que antecipará a sua saída do comando da Justiça Eleitoral já para o mês de maio. Originalmente, a magistrada permaneceria no cargo até 3 de junho.
"Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão na Presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, iniciar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa", afirmou Cármen durante sessão da Corte Eleitoral.
A ministra marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição para os cargos de presidente e vice-presidente do TSE. A votação é simbólica. Na prática, assumirão os postos os ministros Kassio Nunes e André Mendonça, respectivamente.
Segundo a ministra, a mudança nos cargos de direção no TSE e nos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), quando muito próxima à data das eleições, compromete a "tranquilidade administrativa" necessária para o processo eleitoral.
Cármen destacou que dirigentes novos sempre têm que montar suas equipes de confiança e definir as orientações aos pontos mais sensíveis da administração. Ela afirmou ainda que as eleições devem ocorrer "sem atropelos e sem afobação para que o processo tenha curso regular transparente e seguro".
AVAL
Vale lembrar que o comando da Justiça Eleitoral nas Eleições 2026 conta indiretamente com o aval do bolsonarismo, uma vez que Kassio Nunes e André Mendonça foram indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois representantes da classe dos juristas – advogados com notável saber jurídico e idoneidade.
Conforme as regras, todos os ministros do STF passam pela presidência do TSE em um sistema de rodízio para cumprir um mandato de dois anos à frente da Corte.

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