Especialistas estão questionando uma pesquisa divulgada recentemente pelos grandes órgãos de imprensa apontando uma queda estrondosa nas vendas do Natal de 2023, o que não coaduna com a movimentação da Rua 25 de Março, principal centro do comércio popular de São Paulo (foto acima).
Com base na pesquisa, elaborada a partir de dados da Serasa Experian, a maior parte da mídia informa que o Natal deste ano foi o pior desde 2020, quando as vendas despencaram 10,3%, conforme afirma, por exemplo, uma reportagem do jornal Valor Econômico, um dos mais respeitados do país.
Acontece que a pesquisa da Serasa sobre o comércio varejista não considera operações em Pix e cartões de débito ou crédito e nem em espécie, mas apenas consultas feitas à instituição sobre a situação de adimplência ou inadimplência dos consumidores.
Dados de outra pesquisa, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), em parceria com o Instituto Datafolha, elucidam o padrão atual de consumo no Brasil.
Segundo o estudo, divulgado no último dia 15, o cartão de crédito é apontado por 38% dos brasileiros como o meio preferido para pagamento das compras de Natal. O dinheiro em espécie fica na segunda colocação, com 35%, seguido pelo Pix, com 29%. Também foram lembrados pelos entrevistados o cartão de débito (23%), o boleto bancário (2%) e o cartão de loja (1%).

Comentários: