O empreendedor e consultor ambiental Ricardo Fraguas (Kiko), que reside em Vazante, e seu filho, o estudante Luiz Gustavo Fraguas, foram destaques na imprensa nacional. Ambos superaram vários obstáculos burocráticos para marcar presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023, a COP28, neste ano, em Dubai. Eles permanecem no evento, que será encerrado nesta terça-feira (12)
Membros da delegação brasileira, Ricardo e Luiz Gustavo viajaram sem financiamento externo nem a certeza de que entrariam nos Emirados Árabes e conseguiram credenciamento às vésperas da conferência.

Luiz e Ricardo nas dependências da conferência global
A iniciativa de participar da conferência partiu de Ricardo Fraguas, que trabalha com estudos ambientais e licenciamento de empreendimentos potencialmente poluidores desde 1999. Ele conta que fez um planejamento para que os dois pudessem comparecer ao evento e se arriscou.
Caminho do pai
O engenheiro viajou para a Europa no início de outubro. “Percorri alguns países para poder sentir como a comunidade europeia tem se estruturado em relação às suas ambições climáticas. Participei de alguns eventos e fiz um curso na área de sustentabilidade. Mas, até então, eu ainda não tinha confirmação do meu credenciamento, nem o do Luiz Gustavo. Nós entramos na plataforma da UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima),e lá eles te direcionam para o Ministério das Relações Exteriores. Eu fiz um pré-credenciamento e vim para cá. Para minha sorte, quando eu estava chegando aqui, recebi o e-mail [confirmando] que estava credenciado”, relata Kiko.
Conforme esclarece o geólogo, sua participação no evento é um investimento pessoal, sem patrocínio de nenhuma organização.
Caminho do filho
Luiz Gustavo seguiu o mesmo processo realizado pelo pai, mas não sem percalços no caminho. Isso porque os Emirados Árabes haviam suspendido os vistos para turistas. Só poderiam entrar aqueles com o visto da COP28, documento que ainda não havia chegado para o jovem.
“Eu entrei em contato com um secretário da ONU por e-mail, com a ajuda de um amigo que conhecia alguém lá dentro. Entrei em contato com Itamaraty. Luiz Gustavo entrou em contato inclusive com o governador do Estado de Minas Gerais (Romeu Zema). Nós fizemos o que tínhamos que fazer. Até agora não sabemos quem nos ajudou no credenciamento porque os esforços foram tão concentrados que, de uma hora para outra, veio a aprovação. É a minha primeira vez participando e descobri que o credenciamento é algo possível e acessível para todos nós”, conta Ricardo Fraguas.

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