O plano encaminhado pelo governo Romeu Zema (Novo) à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União não prevê reajustes para o funcionalismo público, ou seja, aumento real salarial durante os nove anos de vigência. O plano de recuperação fiscal projeta apenas duas recomposições gerais, uma para 2024 e outra para 2028, de 3%.
A alíquota de 3% é a mesma de uma projeção feita pela STN para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre o período de 2024 e 2032. Os seis pontos percentuais, se somadas as duas recomposições projetadas, sequer cobririam o IPCA acumulado durante os nove anos de permanência no RRF, que, conforme o mesmo parâmetro da STN, seria de 27%. Ao fim da vigência, os salários dos servidores estariam defasados em, ao menos, 21%.
Questionado, o governo Zema apontou que esta seria apenas uma projeção, “que pode ser alterada, a depender da situação fiscal do Estado e dos índices inflacionários reais”.

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