A lista Suja do Trabalho Escravo, que aponta as empresas e empregadores que promovem práticas análogas à escravidão em suas atividades, foi atualizada nesta quinta-feira (5) pelo Governo Federal com 204 novos nomes. Entre eles está uma marca de cerveja bastante popular.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o órgão responsável por compartilhar os dados dos empregadores que se encaixam nas características da lista suja, semestralmente.
A Cervejaria Kaiser, atualmente gerida pelo Grupo Heineken, entrou na lista depois que em 2021 motoristas de uma transportadora que prestava serviços a empresa foram resgatados após serem expostos a jornadas exaustivas de trabalho.
De acordo com matéria do site Repórter Brasil, a ação fiscal sobre a transportadora Sider resgatou 23 trabalhadores nas cidades de Jacareí e Limeira, ambas no interior de São Paulo. A jornada não previa descanso semanal remunerado e parte dos trabalhadores ganhava tão mal que sequer tinham residência fixa. Muitos dormiam nos caminhões.
Na época, a Cervejaria Kaiser afirmou em nota enviada à imprensa que respeita a legislação e se mobilizou para apoiar os trabalhadores logo que tomou ciência dos fatos.
Com a inclusão dos novos nomes, a lista suja da escravidão agora conta com 473 empregadores que se envolveram com a prática. É a maior atualização da lista, com mais nomes, desde a sua criação em novembro de 2003.

Comentários: