A primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens foi lançada pela Embrapa e pela Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto) nesta semana.
Denominada BRS Carinás, a cultivar possui uma alta velocidade de rebrotação, acumulando quatro toneladas de massa seca de forragem em apenas 60 dias no início do período chuvoso. Recomendada para o bioma Cerrado, a nova cultivar alcança até 16 toneladas de matéria seca por hectare, com alta produtividade de folhas.
Entre seus diferenciais, destacam-se a baixa exigência em fertilidade do solo, tolerando solos ácidos e pobres em fósforo, a maior capacidade de suporte (número de bovinos numa determinada área de pastagem) e o maior ganho de peso vivo por área (mais quilos de carne produzidos), quando comparada à cultivar Basilisk.
Outra vantagem da BRS Carinás é sua utilização em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), já que a alta produção de palhada e forragem pode ser destinada ao pastejo na entressafra. Além disso, a cultivar não interfere na produtividade dos cultivos anuais.

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