O jovem João Vitor de Oliveira Silva, de 20 anos, foi preso na última quinta-feira (09) injustamente por um erro judicial, enquanto trabalhava em Patos de Minas. O motivo seria abandono de incapaz, mas ele não tem filhos e estava a mais de 1.800km de distância do local onde teria ocorrido o suposto crime.
No dia da prisão, João trabalhava como açougueiro em um supermercado quando a Polícia Militar chegou ao local para cumprir um mandado de prisão, expedido pela 14° Vara Criminal de Maceió (AL).
O rapaz explicou a situação para os policiais e contou ainda que não tinha filhos, mas os militares precisavam cumprir a determinação judicial e ele foi levado para a delegacia de plantão.
No dia seguinte, João foi encaminhado para o presidio de Patos de Minas, onde permaneceu até terça-feira, dia 14. Ele descreveu o período como um pesadelo e contou que teve o cabelo cortado, precisou dormir no chão e conviveu com cerca de 20 detentos numa cela.
Durante esse período, o advogado Marcelo Araújo entrou com pedido de liberdade reafirmando que o jovem não tem filhos e que, na data do suposto crime, estava em Patos de Minas e não em Maceió, onde o caso teria ocorrido. Um registro de ponto do supermercado foi anexado ao processo, mostrando que João estava trabalhando no momento do suposto crime.
Agora, o rapaz busca reparação judicial e tenta retomar a rotina, mesmo com as marcas deixadas pela injusta prisão. “Minha vida não vai ser como antes, mas creio que Deus vai fazer o melhor”, se conforma João.

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