O chamado “golpe do falso delegado está” acendeu o sinal de alerta em Vazante após um caso ocorrido na cidade nesta sexta-feira (17). Um empresário procurou a Rádio Montanheza FM e informou que um de seus funcionários quase foi vítima da fraude. A ação criminosa foi percebida a tempo e o prejuízo, que poderia ultrapassar R$ 10 mil, foi evitado.
O empresário relatou o caso à emissora como forma de alertar a população, com a condição dos nomes dos envolvidos, da empresa e do trabalhador, não serem divulgados.
Usado para prática de extorsão, golpe começa em redes sociais e aplicativos de relacionamento. Os criminosos utilizam nomes, fotos e identidades de autoridades policiais para conferir credibilidade às ameaças e pressionar vítimas a realizar pagamentos imediatos.
O esquema geralmente se inicia com a criação de um perfil falso, frequentemente de uma mulher jovem, que estabelece contato online com a vítima. A conversa evolui para um vínculo afetivo ou de sedução, com o objetivo de ganhar confiança do interlocutor.
Após essa aproximação, podem ser trocadas imagens íntimas durante o relacionamento virtual. Em seguida, os criminosos passam a alegar que a mulher autora das mensagens seria menor de idade ou incapaz.
Na etapa seguinte, um segundo integrante do grupo se apresenta como falso delegado, por meio de mensagens ou ligações, utilizando distintivos e documentos falsificados.
No final, o golpista acusa a vítima de crimes graves, como pedofilia, e exige transferências financeiras sob a justificativa de “arquivar o inquérito” ou “indenizar a suposta família”, como forma de evitar prisão ou exposição do caso.

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