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Quinta-feira, 09 de Julho de 2026
JUSTIÇA EXTINGUE PROCESSO QUE ACUSAVA EX-VEREADOR DE INCENTIVAR INVASÃO DE LOTES EM GUARDA-MOR

Justiça
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JUSTIÇA EXTINGUE PROCESSO QUE ACUSAVA EX-VEREADOR DE INCENTIVAR INVASÃO DE LOTES EM GUARDA-MOR

Juíza da Comarca julgou improcedente o pedido formulado pela prefeitura do município contra Charles Camargos

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A juíza Ana Beatriz Cruz de Oliveira, da Comarca de Vazante, decidiu extinguir um processo judicial movido pela prefeitura de Guarda-Mor contra o ex-vereador Charles Camargos.  

O caso aconteceu após o município doar, em 2012, quatro lotes para a Associação Comunitária do Bairro JK, da qual o ex-vereador é membro do Conselho Fiscal. Os lotes foram doados com a condição de que seriam usados para a construção da sede da entidade, no prazo estipulado de 10 anos. 

Segundo Charles Camargos, em 2022, com o vencimento do prazo, que poderia ser prorrogado automaticamente pelo mesmo período, a prefeitura decidiu recorrer à Justiça para pedir a reintegração de posse dos imóveis alegando que ele teria incentivado pessoas a invadir dois dos lotes doados para a associação.

Entretanto, conforme relatou o ex-vereador à Justiça, anteriormente, em reunião com os envolvidos no processo, a própria prefeitura teria autorizado, por meio de sua assessoria jurídica, que os referidos lotes fossem transferidos para as pessoas citadas como invasoras. 

De acordo com Charles Camargos, a associação, que não tem fins lucrativos, optou pelo acordo e aceitou a proposta de ficar com apenas dois dos quatro lotes por falta de recursos para construir a sede da entidade.

Na decisão sobre o processo, a juíza Ana Beatriz Cruz de Oliveira julgou improcedente o pedido formulado pela prefeitura de Guarda-Mor contra Charles Camargos e condenou o município ao pagamento de honorários advocatícios em 10% do valor atualizado da causa, fixado em R$ 84.576,00.  

O ex-vereador entende que foi alvo de “má fé” ou de uma “jogada política” com acusação infundada de ter incentivado a invasão dos imóveis, uma vez que, desde o primeiro momento, a assessoria jurídica da prefeitura estava ciente dos fatos envolvendo a situação dos dois lotes repassados para terceiros.

 

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Arquivo/VZ1
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