O Tribunal Regional de Berna, na Suíça, anulou a sentença que havia condenado o técnico Cuca por suposto estupro. O ex-jogador havia sido julgado por ter feito sexo, sob coerção, com uma menor de idade durante uma excursão do Grêmio em 1987 no país europeu.
A extinção do processo, tornada pública nesta quarta-feira (3), se deu por uma falha na condução jurídica. Não há possibilidade de um novo julgamento, uma vez que o crime já prescreveu. Vale destacar que o Tribunal não julgou o mérito do processo, e, portanto, não inocentou Cuca.
Além de ter a sentença anulada, Cuca vai receber uma indenização de 13 mil francos suíços, equivalente a R$ 55 mil na cotação atual.
Falha jurídica
Em meados de 2023, a defesa de Cuca apresentou um pedido de novo julgamento pelo brasileiro ter sido condenado à revelia – sem ‘direito’ de defesa. Em 1989, ano da condenação, o Grêmio indicou um advogado, que acabou renunciando à defesa.
Devido ao fato, o julgamento foi realizado apenas com representação da promotoria, que sustentou a acusação. A juíza encarregada do caso, segundo a assessoria de Cuca, reconheceu o “enorme prejuízo pela ausência de um advogado”.

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