O governo dos Estados Unidos lançou um site especial voltado para denúncia de imigrantes ilegais no país em que os comparam a alienígenas, em meio a divulgação de arquivos confidenciais sobre OVNIs. Acesse: aliens.gov.
No site, há um vídeo simulando uma nave abduzindo um imigrante nos EUA e soltando-o do outro lado da muralha na fronteira com o México. A pagina abre com um texto em movimento que lembra os filmes de Star Wars, com blocos de texto aparecendo conforme os usuários rolam a página, enquanto estrelas caem ao fundo.
Vídeo/Abdução
'Eles caminham entre nós durante 60 anos, o governo dos EUA guardou zelosamente um segredo. Extraterrestres têm caminhado entre nós, vivendo em nossos bairros e interagindo conosco em nosso dia a dia”, diz um trecho do texto na abertura do site.
ENCONTRO
O site aliens.gov também incentiva os americanos a denunciar esses imigrantes, dizendo que 'esses alienígenas são os milhões de imigrantes ilegais'. Na parte inferior da página, um contador exibe o número dos chamados 'encontros' que ocorreram, um número que chegou a 3,1 milhões, relativos aos imigrantes ilegais 'encontrados'.
Um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que menos de 14% dos quase 400 mil imigrantes que foram presos pela imigração americana durante o ano de 2025 tinham acusações ou condenações por crimes violentos. Quase 40% eram crimes relativos à própria imigração.
NARRATIVA
Os dados oficiais mostram uma narrativa diferente da defendida pelo governo Trump. Segundo diversas declarações do presidente e outras autoridades, a repressão da imigração visa principalmente criminosos perigosos e violentos que vivem ilegalmente nos EUA, pessoas que Trump e seus assessores costumam chamar de 'os piores dos piores'.
Quase 60% dos detidos pelo ICE no último ano tinham acusações ou condenações criminais, indica o documento. Mas, entre essa população, a maioria das acusações ou condenações criminais não se refere a crimes violentos.
Trump e seus assessores, por exemplo, falaram em diversas ocasiões que os agentes miram assassinos, estupradores e membros de gangues. Só que os dados oficiais mostram que apenas 4% do total eram relativos a algum desses casos.

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