O Ministério de Minas e Energia cobrou, nessa terça-feira (8), uma ação rigorosa dos órgãos de fiscalização para combater aumentos indevidos no preço da gasolina em Minas Gerais e no Distrito Federal. A pasta informou que realizou um estudo para verificar a regularidade dos valores cobrados aos motoristas.
De acordo com o ministério, a redução de R$ 0,17, por litro, anunciada pela Petrobras em junho não foi repassada aos consumidores nos dois estados. “Pelo contrário: os preços subiram, sem motivo razoável”, atestou a pasta.
Na capital mineira, o preço da gasolina subiu em torno de R$ 0,40. De acordo com uma pesquisa do site Mercado Mineiro, o combustível saiu do patamar de R$ 5,97, em 6 de junho – quatro dias após o anúncio de redução pela estatal, e chegou ao preço médio de R$ 6,36, um aumento injustificável praticado pelos postos de combustíveis.
A prática foi oficiada a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon), o Procon-MG e o Procon-DF “para que analisem o caso dentro de suas competências e adotem as providências cabíveis”.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o cenário configura uma distorção injustificada. “Esperamos que os órgãos competentes apurem os fatos e atuem com firmeza para garantir um mercado de combustíveis mais justo, transparente e equilibrado. Temos trabalhado para garantir uma redução real para os consumidores, e é inaceitável que essas práticas continuem a ocorrer”, afirmou Silveira.
Em Minas Gerais, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) esclareceu que "não monitora preço e cada empresário é livre para fazer seu valor de bomba".

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