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RELATÓRIO DE COMISSÃO OFICIAL APONTA QUE JK FOI ASSASSINADO PELA DITADURA MILITAR
Política
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RELATÓRIO DE COMISSÃO OFICIAL APONTA QUE JK FOI ASSASSINADO PELA DITADURA MILITAR

Documento reacende a discussão sobre o acidente que resultou na morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek

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A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) reanalisará o caso da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que governou o Brasil na gestão 1956/1961. Um relatório do grupo, assinado pela historiadora Maria Cecília Adão foi apresentado apontando que o político mineiro foi assassinado pela ditadura militar, documento que será votado na próxima reunião da comissão.

Conhecido popularmente como JK, o ex-presidente morreu em agosto de 1976 em um acidente de carro na Via Dutra, rodovia que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Ele estava em um Opala dirigido por seu motorista Geraldo Ribeiro e foi atingido por uma carreta. Os dois ocupantes do automóvel faleceram.

O acidente passou por diversos escrutínios ao longo das últimas quase cinco décadas. A versão da ditadura militar, em curso no país entre 1964 e 1985, foi a de um acidente de trânsito comum. O veredito foi depois confirmado por outras análises, notadamente a da Comissão da Verdade, em 2014.

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VERSÕES
 
Há também outras versões, como a da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) que, em 2012, pediu uma nova investigação do caso a partir da exumação do corpo do motorista de JK e a descoberta de um projétil metálico em sua cabeça. 

O fato deu nova força à hipótese de Geraldo ter sido baleado enquanto dirigia. Há também a hipótese dele ter sido envenenado ou do carro ter sido alvo de uma sabotagem mecânica, versões sustentadas pelas Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo.

OPOSIÇÃO

JK não foi um opositor da ditadura logo após o golpe de 1964 e nutria esperanças de voltar à Presidência da República em 1965, para quando os militares haviam prometido a retomar as eleições diretas, o que só ocorreu efetivamente em 1989. 

Ao longo da duração do regime, no entanto, Juscelino Kubitschek passou ao campo da oposição como um dos principais líderes da frente ampla contra o governo dos generais.

Leia íntegra

FONTE/CRÉDITOS: Site Itatiaia
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Arquivo/O Globo

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