O primeiro concorrente nacional do Ozempic pode chegar às farmácias com preços até 60% mais baratos que o remédio original. A estimativa é baseada na tendência de outros genéricos e similares no mercado brasileiro — e a expectativa aumentou após a Anvisa aprovar, nesta terça-feira (26), o Ozivy, da farmacêutica EMS, primeira caneta nacional à base de semaglutida.
A legislação brasileira define que um genérico deve ser ao menos 35% mais barato que o medicamento de referência. Na prática, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), os genéricos costumam ter preço 60% mais baixo.
O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, garantiu em coletiva que os valores serão menores que os praticados hoje, com redução de cerca de 30%. A previsão é que o Ozivy chegue às farmácias em até 30 dias, mas a aprovação da Anvisa não significa oferta imediata do medicamento no SUS.
“O produto vai ser bem mais acessível. Estamos muito com um olhar de atender a uma demanda reprimida que existe”, disse Sanchez, citando a expansão do mercado clandestino e da manipulação indevida do fármaco.
Indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 não controlada e para a redução do risco de eventos cardiovasculares e renais em pacientes com diabetes, o Ozivy, da mesma que forma que o Ozempic, também poderá ser utilizado para o tratamento da obesidade.

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