Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking nacional de amputações por câncer de pênis, atrás apenas de São Paulo. Entre 2021 e 2025, o estado registrou 476 cirurgias para a remoção do órgão — um reflexo direto do atraso na busca por atendimento urológico, que faz com que a doença seja identificada em estágios avançados.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) referentes a 2025 revelam que cerca de 48 homens são diagnosticados por mês em solo mineiro, e que o tumor provocou 47 mortes no período.
O câncer de pênis tem maior incidência em homens acima de 50 anos, residentes em áreas com menor acesso a saneamento básico ou infraestrutura de saúde. O médico oncologista do Hospital Orizonti, Gustavo Drummond, orienta sobre os sinais de alerta.
"O homem deve perceber qualquer lesão que possa aparecer. Em muitos casos, começa com um nódulo que não cicatriza após algumas semanas, secreção, sangramento, vermelhidão, coceira ou inflamação", explica Drummond, recomendando a busca imediata por um urologista.
De acordo com o Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico da SES-MG, foram diagnosticados no Sistema Único de Saúde (SUS) 891 casos de neoplasia peniana maligna em 2024, 587 em 2025 e 17 casos até 15 de julho de 2026.
No Brasil, a taxa de incidência da doença é de 6,8 casos por 100 mil habitantes, uma das mais altas do mundo. Entre 2024 e o começo do segundo semestre de 2026, Minas Gerais registrou mais de 100 mortes pela doença: 43 em 2024, 47 em 2025 e 20 neste ano.


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