O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a estratégia de combate à desinformação nas eleições de 2026 e ampliou a parceria com plataformas digitais e empresas de tecnologia. O objetivo é reduzir a circulação de conteúdos falsos e manipulados durante a campanha eleitoral.
As empresas Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X (Twitter) e LinkedIn assinaram memorandos de entendimento com a Justiça Eleitoral. Os acordos preveem a rápida identificação de redes de robôs, perfis falsos, ataques cibernéticos e conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.
Durante a cerimônia de assinatura, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a iniciativa não tem como objetivo restringir a liberdade de expressão nem impedir críticas a candidatos ou instituições. Segundo ele, a intenção é garantir que os eleitores tenham acesso a informações confiáveis e reduzir fraudes capazes de influenciar a escolha do voto.
O ministro também destacou que as eleições deste ano serão as primeiras realizadas após a popularização da inteligência artificial generativa, tecnologia capaz de criar vídeos, áudios e imagens muito semelhantes aos reais. Por esse motivo, o Tribunal quer acelerar a identificação de conteúdos manipulados antes que eles ganhem grande repercussão nas redes sociais.
Apesar da cooperação com as plataformas, o TSE esclareceu que os acordos não autorizam a remoção automática de publicações. Qualquer medida continuará obedecendo à legislação eleitoral, às regras de cada empresa e, quando necessário, dependerá de decisão da Justiça.

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