A relatora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Maria Isabel Fleck, negou o pedido de liminar que buscava revogar as prisões preventivas de dois investigados na Operação Cerca Dividida, deflagrada pela Polícia Civil em Presidente Olegário, Lagoa Grande e Lagamar. A operação investiga uma associação criminosa de furto de gado na região.
Segundo o delegado Vinicius Volf Vaz, a ação foi iniciada após a recuperação de sete cabeças de gado furtadas de uma fazenda na região das Palmeiras, em Lagamar. As investigações apontaram que o principal suspeito, vizinho das vítimas, utilizava o conhecimento da rotina da fazenda para planejar os furtos, o que inspirou o nome da operação.
Em 9 de dezembro de 2025, dois integrantes do grupo, de 27 e 31 anos, foram presos em Lagamar e Patos de Minas, com apreensão de uma arma de fogo e uma caminhonete. Um terceiro suspeito, de 26 anos, foi preso em 6 de janeiro de 2026 em Presidente Olegário.
A defesa dos dois primeiros presos entrou com habeas corpus alegando que a prisão preventiva era desproporcional e configurava antecipação de pena. A relatora indeferiu a liminar, afirmando que não houve comprovação de ilegalidade ou situação excepcional que justificasse a revogação das prisões.
Conforme o site PO Hoje, responsável pela publicação, nesta terça-feira (13), o terceiro preso não apresentou habeas corpus, e a defesa dos envolvidos não foi contatada com sucesso.

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