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Domingo, 07 de Junho de 2026
TRIBUNAL APONTA GASTO DE R$ 18,9 MILHÕES COM SHOWS EM 12 CIDADES MINEIRAS EM DOIS ANOS

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TRIBUNAL APONTA GASTO DE R$ 18,9 MILHÕES COM SHOWS EM 12 CIDADES MINEIRAS EM DOIS ANOS

Prefeituras contrataram artistas de grande projeção nacional com cachês entre R$ 300 mil e R$ 500 mil

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Doze prefeituras de cidades do interior mineiro gastaram R$ 56,6 milhões em recursos públicos com cultura em 2024 e 2025. Os dados estão no Sistema Informatizado de Contas dos Municípios (Sicom) e foram reunidos e divulgados nesta semana pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

Os municípios em questão são: Capelinha, Crucilândia, Nazareno e Santa Bárbara do Tugúrio, Ipaba, Ipatinga, Peçanha, São João do Oriente, Sacramento, São João da Ponte, Várzea da Palma e São Vicente de Minas.

De acordo com o tribunal, as cidades empenharam R$ 56.656.276,13. Desse total, 85,08% dos valores foram para a difusão cultural; 6,85% para o patrimônio histórico; 7,81% para atividades de gestão; e 0,06% para o turismo e o residual em serviços.

Somente em contratações de shows musicais com artistas de grande projeção nacional foram gastos R$ 18,9 milhões em 2024 e 2025 nas cidades citadas, valor correspondente a 33,43% do orçamento total previsto para as secretarias de cultura nesses municípios.

INTERESSES POLÍTICOS

Ao compartilhar o estudo, o TCE lembra que, de acordo com a Unesco, organização que lidera em nível mundial um movimento para que a cultura seja considerada um pilar de desenvolvimento humano e econômico sustentável, são necessárias reformas institucionais que protejam os recursos culturais locais das oscilações do mercado e de interesses políticos de curto prazo.

Segundo o tribunal, as administrações municipais “não têm seguido a trilha da economicidade e efetividade ou investido em ações estruturais e contínuas. Na prática, as prefeituras têm seguido outro caminho: apostado em big shows, de alto custo e retorno efêmero”.

O texto afirma que, principalmente em municípios pequenos e diante do “piso” de preço alto de shows artísticos nacionais, que varia com cachês entre R$ 300 mil e R$ 500 mil por artista, o gestor municipal realiza “remanejamentos orçamentários agressivos, asfixiando funções essenciais e de baixa participação, como urbanismo (8,73%) e assistência social (2,79%)”.

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FONTE/CRÉDITOS: Diário do Comércio
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução/Google
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