O reajuste tarifário anual da Cemig foi autorizado pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (26). Os índices aprovados foram de 5,21% para consumidores de baixa tensão e 9,4% para os de alta tensão, gerando um impacto médio de 6,5% para os usuários da empresa. As novas tarifas serão aplicadas nas contas de junho e o consumidor pagará já na fatura de julho.
Para os municípios abrangidos pela área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), serão destinados cerca de R$ 73 milhões, de modo que o efeito médio para o consumidor de baixa tensão dessas localidades fique em 4,51%.
O reajuste tarifário foi impactado pelos custos com transmissão e aquisição de energia, além do pagamento dos componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário vigente e ao anterior.
FIEMG MANIFESTA
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com o reajuste aprovado pela Aneel para os consumidores atendidos pela Cemig, com efeito médio de 6,5%.
Na avaliação da entidade, o impacto é ainda mais preocupante para o setor industrial, diante do aumento de 9,43% nas tarifas de alta tensão, categoria que concentra a maior parte das unidades fabris instaladas em Minas Gerais.
“Para se ter dimensão do impacto, o reajuste de 9,43% aplicado à alta tensão é mais que o dobro da inflação acumulada no período, que foi de 4,39%. O reajuste médio geral de 6,5% também supera a inflação, sendo cerca de uma vez e meia maior que o índice de preços registrado no mesmo intervalo”, afirma Sérgio Pataca, coordenador da Gerência de Energia da Fiemg.
A Federação destaca que a energia elétrica é um dos principais insumos da indústria e que aumentos dessa magnitude pressionam diretamente os custos de produção, comprometem a competitividade das empresas mineiras e geram impactos em toda a cadeia econômica.

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