O governo de Minas deve concluir, nesta terça-feira (16), a privatização da Copasa, com a liquidação na Bolsa de Valores - processo de entrega do ativo ao comprador e pagamento ao vendedor. O Grupo Equatorial será o investidor de referência e ficará responsável por 30% da fatia de ações que pertencia ao governo estadual.
A expectativa é que o governador de Minas, Mateus Simões (PSD), participe da cerimônia de "toque da campainha" referente à oferta pública da Copasa na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
Ao todo, o Grupo Equatorial fez a aquisição de 114.075.920 ações da Copasa, movimentando um montante de R$ 5,593 bilhões. Cada ação foi negociada a R$ 49,03. Na transação, o estado ainda manterá 5% de ações na Copasa, na chamada 'Golden Share'. O modelo prevê um poder de veto do governo sobre ações estratégicas na companhia.
A Equatorial Energia é uma das maiores holdings multissetoriais (multi-utilities) do Brasil, com foco principal nos setores de energia elétrica e saneamento básico. No setor de energia, a empresa controla concessionárias em sete estados. Ela também foi vencedora do processo de privatização da Sabesp, assumindo 15% da companhia de saneamento paulista.
REGULAÇÃO
O governador Mateus Simões relembrou que o recurso arrecadado com a venda da Copasa será usado dentro do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que determina investimentos em infraestrutura, segurança e educação.
Simões disse ainda que a regulação do serviço prestado pela companhia não será alterada, o que não deve ter reflexos na tarifa. Além disso, afirmou que os municípios terão um prazo de seis meses para fechar novos contratos com a Copasa após o processo de privatização.
“Não muda a tarifa, não muda a regulação, não mudam as obrigações de investimento. Para os prefeitos ficarem tranquilos, que eles vão ter seis meses ainda para aderirem à nova Copasa. Então ninguém vai ser deixado para trás. Só se quiser. Quem não quiser entrar não vai ser obrigado”, afirmou o governador.

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