O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, inicialmente, um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que ele fosse levado a um hospital particular para realizar exames após relatar à equipe de plantão na Superintendência da Polícia Federal que havia sofrido uma queda na madrugada dessa terça-feira (6).
Em nota, a Polícia Federal (PF) confirmou o incidente com o ex-presidente e informou que o médico da corporação constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação.
O relatório médico da PF, enviado para o ministro, diz que uma equipe compareceu às 9h para avaliar o estado de saúde de Jair Bolsonaro atendendo pedidos dos agentes de plantão.

Cama de Bolsonaro na sede da PF em Brasília
Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente teria caído da cama e batido a cabeça em um móvel enquanto dormia. Jair Bolsonaro também informou aos agentes da PF ter tido tonturas no dia anterior e soluços intensos à noite.
TRAUMATISMO LEVE
Os médicos que examinaram Bolsonaro relataram que ele estava consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico, mas com uma lesão superficial na face, fato que foi comunicado a equipe médica do ex-presidente.
O cirurgião Cláudio Birolini, médico do ex-presidente, disse que ele sofreu um “traumatismo craniano leve”.
Citando a nota da PF, Moraes solicitou que a defesa indicasse quais exames seriam necessários para que fosse verificada a possibilidade de realização deles no sistema penitenciário.
Bolsonaro está preso na sede da PF, em Brasília, desde novembro, cumprindo a pena pela condenação por tentativa de golpe de Estado. Em dezembro, o ex-presidente ficou internado durante as festas de fim de ano para tratar de um problema de hérnia e passou por tratamentos para as crises de soluço.

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