O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que os investigados pela tentativa de golpe de Estado estão proibidos de participar de cerimônias no Ministério da Defesa, na Marinha, na Aeronáutica, no Exército e nas Polícias Militares.
A nova medida cautelar adiciona-se a outras já aplicadas aos alvos do inquérito, afetando figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros militares, como os ex-ministros e generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
A restrição também serve para civis, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Ao todo, 22 investigados estão impedidos de participar de eventos militares e sujeitos à multa diária de R$ 20 mil, no caso de descumprimento.
O despacho, apresentado na quinta-feira (7), indica que os investigados, com apoio das Forças Armadas, tentaram dar um golpe de Estado para manter Bolsonaro na Presidência da República, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

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