Um homem que participou da sangrenta invasão ao Capitólio, em Washington (EUA) — que terminou com cinco mortos — e que posteriormente recebeu indulto de Donald Trump foi considerado culpado, na terça-feira (10), de múltiplas acusações de abuso sexual infantil na Flórida. Andrew Paul Johnson havia sido preso no Tennessee em agosto e extraditado para a Flórida.
Andrew foi considerado culpado de cinco acusações nesta semana, incluindo abuso sexual de uma criança menor de 12 anos e outra menor de 16, além de exibicionismo lascivo, conforme noticiado inicialmente pela rádio NPR, de Washington. A pena ainda não foi proferida pelo juiz do caso. "Ele está sujeito à possibilidade de prisão perpétua", disse Walter Forgie, procurador-chefe adjunto do quinto circuito judicial da Flórida.
Em julho, o gabinete do xerife do condado de Hernando recebeu uma denúncia de que "dois menores foram vítimas de atos lascivos e indecentes ao longo de vários meses”, segundo um depoimento para justificar a prisão.
INDENIZAÇÃO
A mãe de um dos menores afirmou ter descoberto que Andrew, seu ex-namorado e com quem ela morava, havia enviado mensagens "inapropriadas" para o filho pelo Discord. No depoimento, ela afirma ter questionado o filho sobre essas mensagens e se Andrew "havia feito ou dito algo inapropriado". O menor alegou que, entre 1º de abril de 2024 e outubro de 2024, que Johnson o molestou três vezes, começando quando ele tinha 11 anos.
O documento policial também afirma que Andrew declarou que receberia uma indenização de US$ 10 milhões por ser um "participante do 6 de janeiro" e que colocaria o menino em seu testamento para receber qualquer dinheiro que lhe sobrasse. Acredita-se que essa tática tenha sido usada pelo abusador para impedir que a criança revelasse o que Andrew havia feito com ela, disse a polícia.
Andrew foi um dos aproximadamente 1.500 réus acusados de participação no ataque de 6 de janeiro aos quais Trump concedeu clemência no início do seu segundo mandato presidencial.
Trump discutiu publicamente a possibilidade de indenizar os réus processados em relação ao 6 de janeiro, mas nenhum recebeu indenização até o momento.

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