Em uma cidade do Pará, Ourilândia do Norte, eleitores venderam o seu voto e foram para as urnas com um ‘óculos-espião’, a fim de comprovar que realmente votaram no candidato a vereador Edivaldo Borges Gomes, o Irmão Edivaldo (MDB), acusado pela prática.
Os óculos, com uma microcâmera embutida, chamaram a atenção de uma mesária. Mais de uma pessoa na mesma seção eleitoral entrou com o objeto.
A mesária disse à polícia que, “em determinado momento, observou um eleitor portando óculos com espessura extensa. E, depois de alguns instantes, uma adolescente estava com o mesmo objeto no bolso”. Funcionários da Justiça Eleitoral descobriram que os óculos possuíam uma câmera acoplada.
Segundo a adolescente abordada, uma pessoa desconhecida ofereceu R$ 200,00 para que ela votasse no candidato a vereador Irmão Edivaldo. E ela só receberia o valor caso comprovasse por meio das filmagens que votou no candidato.
Irmão Edivaldo foi preso em flagrante e solto mediante pagamento de fiança. Ele pode responder pelo crime de compra de votos e associação criminosa. Os eleitores envolvidos no caso, revelado nesse domingo (20) pelo Fantástico, da TV Globo, também podem ser indiciados. A pena por venda ou compra de voto pode chegar a 4 anos de reclusão, além de multa.

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