Ocorrida nesta terça-feira (16), a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que movimentou aproximadamente R$ 8,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), aumentou as expectativas das lideranças políticas e da população de Vazante sobre o asfaltamento da rodovia LMG-706, que liga a cidade ao trevo da BR-040.
No dia 8 de maio passado, em visita a Paracatu, o governador do estado, Mateus Simões (PSD), anunciou o investimento de R$ 700 milhões em obras rodoviárias na região, incluindo a pavimentação asfáltica de aproximadamente 30 km da estrada.
No dia seguinte, durante agenda em Patos de Minas, o governador reforçou o anúncio dizendo que a obra, com um investimento superior a R$ 100 milhões, foi priorizada para ter início em 2027, com recursos provenientes da venda da Copasa.
“É uma obra de mais de cem milhões de reais e que foi priorizada para início em 2027 com o dinheiro da venda da Copasa. Então, é o compromisso aqui assumido. Não é sonho, não é plano. O projeto está pronto, a licitação da obra será feita no segundo semestre deste ano e, com a Copasa sendo vendida, garantia de início de obra no ano de 2027”, afirmou Mateus Simões, que está em plena campanha para a sua reeleição.

Promessas de pavimentação da estrada se repetem a cada ano eleitoral
No dia 22 de maio, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), publicou um edital confirmando que a concorrência para a obra de asfaltamento da LMG-706 será no dia 1º de julho, às 9h30, por meio do portal Compras MG.
O prazo para encaminhamento das propostas de empresas interessadas em participar do processo licitatório para a execução do serviço teve início no dia 25 de maio, conforme estabelece o edital.
Mesmo com a venda da Copasa e todos os trâmites em andamento na esfera governamental, permanece a dúvida se a obra finalmente sairá do papel. Isto porque, ao longo dos tempos, as promessas de asfaltamento da estrada se repetem com mais ênfase nos discursos políticos a cada ano eleitoral. Daí que prevalece a velha premissa do “ver pra crer”.

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