O suspeito de sequestrar, torturar, queimar e matar uma jovem de 21 anos na Grande BH inventou que a vítima tivesse uma dívida com o tráfico de drogas e se aproximou dela para benefícios financeiros. Isso é o que indicou a Polícia Civil de Minas Gerais em coletiva de imprensa sobre o caso de Layze Stephanie, na manhã desta segunda-feira (4).
Por causa de suas próprias dívidas, segundo a polícia, o suspeito começou a dizer aos familiares da vítima que ela tinha problemas com traficantes locais e, por isso, estava sendo cobrado. “Ele passou a falar que a dívida era dela para convencer a família a fazer os pagamentos”, informou o delegado do caso Adriano Soares.
As investigações apontaram que o suspeito sequestrou Layze na quarta-feira de Carnaval, dia 14 de fevereiro. No dia 19, levou-a para um sítio em Pedro Leopoldo (GBH). “Lá, iniciaram-se as agressões e as ameaças. Ele a obrigava fazer telefonemas para família”, disse o delegado.
Segundo as investigações, o sequestrador chegou a pedir R$ 90 mil e, depois, R$ 30 mil. Como a família não tinha condições de efetuar esses pagamentos, o sequestrador decidiu executar a jovem, que foi encontrada com o corpo em chamas por um caminhoneiro, às margens da BR-040.

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