A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, neste domingo (10), que o estado registrou uma morte por hantavírus em 2026. Este é o único óbito até o momento pela doença no Brasil neste ano.
Segundo a pasta, o paciente de 46 anos, do sexo masculino, morava em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e teve histórico de contato com roedor silvestre em lavoura de milho. Os sintomas tiveram início em 2 de fevereiro com dor de cabeça e, quatro dias depois, o paciente procurou atendimento apresentando febre, dor muscular, nas articulações e na região lombar.
Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), cujo resultado revelou sorologia IgM reagente para hantavírus. No dia 8 de fevereiro, o paciente evoluiu para óbito.
O hantavírus ganhou notoriedade nos últimos dias devido a um surto em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. Três passageiros do MV Hondius morreram e outros foram infectados por esse vírus pouco comum, que normalmente se propaga através das fezes ou da urina de roedores.
SINTOMAS DA DOENÇA
A Hantavirose é uma zoonose viral aguda, cuja infecção em humanos, no Brasil, se apresenta na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A infecção humana por hantavirose ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores, como ratos ou camundongos, infectados.
Na fase inicial, os sintomas da doença incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça, dor lombar e dor abdominal. Já a fase cardiopulmonar apresenta febre, dificuldade de respirar, aceleração dos batimentos cardíacos, tosse seca e pressão baixa.
Não existe um tratamento específico para as infecções por hantavírus. As medidas terapêuticas são fundamentalmente as de suporte, ministradas conforme cada caso por um médico profissional.

Comentários: