Uma auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que seis em cada dez pedidos de benefício analisados pelos robôs do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são indeferidos. Os dados são dos requerimentos feitos no ano passado, e representam um aumento em relação ao patamar de 41% de negativas registradas em 2021.
De acordo com a CGU, o crescimento no número de indeferimentos automáticos de pedidos de pensão, aposentadoria e outros benefícios previdenciários foi "significativo". O relatório também alertou que o cenário tem como consequência potencial o aumento no número de recursos feitos ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), além dos acionamentos feitos à Justiça.
Mais de 1,65 milhão de segurados estão na fila do CRPS. Em maio, ela estava em 1 milhão. Somadas as duas filas — pedidos iniciais para reconhecimento de direito a benefícios e os recursos — são 3,28 milhões de pessoas à espera de uma resposta da Previdência Social.
Procurado, o INSS informou 37% dos pedidos dos segurados são decididos pela ferramenta de inteligência artificial. Segundo Ailton Nunes, diretor de Tecnologia da Informação do órgão, apesar do avanço da tecnologia, a automação ainda não consegue decidir pedidos mais complexos, que ainda são analisados manualmente pelos servidores.

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