O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida pode beneficiar uma nova faixa de renda em breve. Isso por que o governo federal estuda a operação, ainda em 2025, de uma promessa feita pelo presidente Lula na campanha de 2022. Ele quer ampliar o acesso ao programa para famílias com renda bruta mensal de R$ 8 mil a R$ 12 mil.
De acordo com um técnico do governo, o propósito seria estimular a compra da casa própria pela classe média, diante da diminuição da oferta de financiamentos imobiliários com recursos da poupança.
Atualmente, o programa Minha Casa, Minha Vida abarca famílias com renda bruta mensal de até R$ 8 mil, em três faixas. Famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.850 contam com 95% de subsídio. Famílias com renda mensal bruta de R$ 2.850,01 até R$ 4.700 têm desconto de até R$ 55 mil e juros mais baixos do que os do mercado.
Na última faixa, para quem tem renda a partir de R$ 4.700,01, é possível comprar imóveis de até R$ 350 mil, sem subsídio, mas com taxa de juros máxima em 8,16% ao ano, ou 0,68% por mês.
A ideia da ampliação de público em 2025 seria financiada por injeção de verbas do Fundo Social do Pré-Sal, pedido feito pelo Governo Federal ao relator do Orçamento da União na última sexta-feira (14). Se a solicitação for acatada, R$ 15 bilhões serão remanejados para o financiamento de operações do programa habitacional.

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