A partir de fevereiro, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) enfrentará um desafio significativo: a análise dos projetos de privatização da Cemig e Copasa, consideradas as principais pautas do governador Romeu Zema (Novo) para o início de 2025.
Após 40 dias de recesso parlamentar, os deputados estaduais mineiros retornarão às atividades no dia 1º de fevereiro, com as privatizações dessas duas importantes estatais como foco central dos debates.
Desde que assumiu, o governo Zema tem feito críticas frequentes à Cemig. O governador declarou por diversas vezes que a falta de modernização em linhas da empresa tem freado o desenvolvimento do agronegócio mineiro, um dos pilares da economia do estado.
No caso da Copasa, o governo aposta na falta de popularidade da empresa entre os mineiros. Contas abusivas, interrupções no abastecimento e água de má qualidade são reclamações frequentes entre os consumidores, inclusive em audiências públicas na Assembleia.
A oposição na Assembleia discorda da avaliação do governo Zema. Os parlamentares acreditam que a solução é investir nas estatais e não entregá-las à iniciativa privada. Deputados já afirmaram que a falta de aportes nas empresas é uma estratégia da gestão Zema para que fiquem sucateadas e gerem insatisfação entre os mineiros.

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