Os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 transformaram-se em trampolim político para algumas das pessoas que foram presas em Brasília naquele episódio da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Nas eleições municipais deste ano, pelo menos 16 manifestantes que chegaram a ser detidos estarão presentes nas urnas, como opção de voto.
Levantamento feito pelo site de notícias Metrópoles cruzou os dados da lista final de presos divulgada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), no passado, com as informações das candidaturas já registradas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 16 dos casos, foi possível confirmar que se tratam, de fato, das mesmas pessoas detidas em 2023. A maioria vai se candidatar ao cargo de vereador nos respectivos municípios, em estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Apenas um deles será candidato a prefeito.
Suplente de vereador no ano passado, quando participou dos protestos e acabou preso, o manifestante Fabiano Silva (DC) vai concorrer à prefeitura de Itajaí (SC). Ele se candidatou nas eleições de 2010, 2016 e 2020, mas esta será a primeira vez que concorrerá a um cargo do Executivo.
Os outros 15 nomes confirmados pelo Metrópoles são de cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Bahia. Alguns, inclusive, seguem monitorados por tornozeleira eletrônica e fazem questão de exibi-la em publicações nas redes sociais.

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