Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades em descontos nos benefícios do INSS, foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (dia 30).
Durante o depoimento, que começou às 16h de ontem e se estendeu até tarde, o depoente negou que a entidade estivesse envolvida no esquema de fraudes que desviou dinheiro de aposentadorias e pensões para associações, confederações e sindicatos.
Iniciados em 2019 e suspensos pelo governo federal em abril deste ano, os descontos, estimados em R$ 6,3 bilhões, eram feitos sem a autorização dos segurados. As investigações que constataram o esquema de fraudes ficaram a cargo da Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal.
VOZ DE PRISÃO
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o depoente Carlos Roberto Ferreira Lopes mentiu ao colegiado, mesmo após ter se comprometido a falar a verdade.
Ainda de acordo com Viana, o presidente da Conafer ocultou informações e tentou convencer os parlamentares de que a operação era regular. O entendimento foi o de que ele cometeu crime de falsidade ideológica.
"Sei que nossa voz de prisão se repetirá, a pessoa será ouvida e liberada, mas há um grito na garganta de todos os brasileiros em relação a essa impunidade. O senhor está preso em nome dos aposentados, viúvas e órfãos do Brasil e aqui quem mente paga o preço" afirmou o presidente da CPMI ao proferir a decisão.

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