O corpo da menina de 12 anos que morreu após um parto de emergência em Betim, na região Metropolitana de Belo Horizonte, foi enterrado nesta terça-feira (15). Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens durante o velório, que aconteceu na aldeia indígena onde eles moram.
Grávida de 32 semanas, ela chegou a ser internada com sintomas graves e teve o bebê retirado por cesariana, mas não resistiu a uma hemorragia cerebral. O recém-nascido, com pouco mais de 2 kg e 41 cm, sobreviveu e segue hospitalizado.
A gravidez foi descoberta tardiamente, quando ela começou a apresentar sintomas como enjoo e perda de apetite. Segundo parentes, a menina não contou à família sobre a gestação por não entender o que estava acontecendo. O genitor do recém-nascido, de 22 anos, vivia na mesma comunidade indígena. O caso configura estupro de vulnerável, e a polícia deve investigá-lo.
A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar a gestação da criança, que deu entrada em um hospital da cidade de Betim e morreu durante o parto. De acordo com a instituição, “a investigação visa a esclarecer os fatos e, entre outras diligências, apurar o crime de estupro de vulnerável”.
As investigações já estão em andamento pela equipe policial a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Betim.

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