Em um país onde mais de 1,7 milhão crianças não têm o nome do pai na certidão de nascimento, há cerca de 1,6 milhão homens que seguem na direção oposta da realidade nacional e assumem a responsabilidade de criar sozinhos os filhos, colocando a paternidade no centro da própria rotina.
Essa realidade tem crescido no Brasil e virou alvo de reportagens neste domingo (9) em que se comemora o Dia dos Pais. Dados do Censo Demográfico mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 22 anos, aumentou 33% o número de homens que vivem com os filhos sem uma companheira.
O contingente dos chamados “pais solo” ainda é minoria comparado ao de “mães solo” no Brasil. Para cada pai que cria filhos sozinhos, existem cerca de seis mães na mesma situação. Segundo os dados, são 7,8 milhões de mulheres sem parentes ou cônjuges no lar que assumem essa responsabilidade no país.
Embora o IBGE e o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) não classifiquem os motivos exatos por meio de porcentagens rígidas, estudos sociológicos e registros das Varas de Família apontam que a paternidade solo ocorre devido aos seguintes fatores principais:
- Divórcio ou Dissolução de União Estável;
- Viuvez com morte prematura das mães;
- Abandono Materno;
- Guarda Concedida por Alienação ou Incapacidade;
- Desejo por Paternidade Ativa.

Comentários: