A perícia da Polícia Científica será decisiva para apontar um responsável pela morte de quatro jovens dentro de um carro BMW em Balneário Camboriú (SC), na segunda-feira (1º). A análise deve apontar se o mecânico que fez uma customização no escapamento do veículo poderá ou não responder criminalmente.
Peritos já identificaram que ocorreu uma desconexão entre o motor e o sistema de escapamento de gás do carro. A principal suspeita da polícia é de que as vítimas morreram intoxicadas com o monóxido de carbono que vazou do motor para o interior do veículo. Eles ficaram por mais de três horas no carro fechado, com o ar-condicionado ligado. Relembre o caso
Em nota, a BMW diz que "lamenta o incidente e reforça que não tem registro de casos similares envolvendo o modelo BMW 320i original de fábrica".
Ao portal G1 (Globo), a Polícia Civil catarinense disse que o carro pertence à mãe de uma das vítimas. Segundo o portal de notícias, investigadores também já identificaram a oficina que teria feito o serviço de customização.
Aprovação do Detran
A maior parte das mudanças nas características dos carros deve ser aprovada pelos Detran (Departamentos Estaduais de Trânsito). Isso inclui mudanças na potência do motor, pintura da carroceria, rebaixamento de suspensão, blindagem ou uso de GNV (Gás Natural Veicular), por exemplo. Só após a vistoria e a liberação é permitido circular com o veículo.
No caso dos escapamentos, o proprietário deve observar a regulações sobre o grau de emissão de poluentes e de ruído. Quem desrespeitar os parâmetros previstos em resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) incorre em infração grave, com multa de R$ 195,23 e risco de ter o carro confiscado.

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