O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enfrentar uma nova leva de mudanças ministeriais nos próximos meses, com a saída de ministros que pretendem disputar as eleições de 2026.
A expectativa é que integrantes do primeiro escalão deixem os cargos para concorrer a governos estaduais, vagas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
As alterações devem se intensificar até abril do próximo ano. Pela legislação eleitoral, agentes públicos que desejam disputar cargos eletivos diferentes dos que ocupam atualmente precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito. Para as eleições de 2026, o prazo final é 4 de abril.
Em alguns casos, os ministérios devem ser comandados interinamente pelos secretários-executivos, que hoje ocupam o posto de número dois na hierarquia das pastas, até que Lula defina os substitutos definitivos.
MUDANÇA
O governo Lula iniciou 2026 com a 15ª troca ministerial, após o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça na última sexta-feira (9).
Até o momento, o presidente ainda não anunciou quem assumirá a pasta de forma definitiva. O secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, foi nomeado ministro interino.
Outra possível mudança envolve o Ministério da Fazenda. Fernando Haddad já sinalizou a intenção de deixar o cargo até fevereiro para se dedicar à campanha eleitoral de Lula, caso o presidente seja candidato à reeleição.
Lula também avalia uma reacomodação interna de ministros que não disputarão as eleições por estarem no meio do mandato como senadores

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