Terminou na noite desta quinta-feira (15) o julgamento do médico oftalmologista Daniel Tolentino, acusado de matar a jovem dentista Roberta Pacheco em um hotel próximo à Rodoviária de Patos de Minas. A dentista, na época com 22 anos, era namorada do réu.
Após quase 12 horas de depoimentos de testemunhas e debates acalorados entre a defesa e o Ministério Público, os jurados entenderam que o médico era culpado e ele foi condenado a mais de 16 anos de reclusão, sendo mantido no presídio em que já estava preso.
O caso ocorreu no dia 5 de março de 2019, quando o casal passava a noite em um hotel nas imediações do Terminal Rodoviário, a jovem precisou ser socorrida após sofrer convulsões e parada cardiorrespiratória. Ela foi internada em coma e morreu 13 dias depois.
Titular da Delegacia de Homicídios na época, o delegado Érico Rodovalho, indiciou o médico por homicídio. Após ouvir diversas testemunhas, o delegado concluiu que o médico havia contribuído para a morte da jovem que sofreu uma overdose de droga com anabolizantes e acabou aspirando o próprio vômito, o que complicou seu estado de saúde, a levando a morte dias depois.

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