Com uma dívida estimada em R$ 165 bilhões junto à União, o Governo de Minas Gerais aprovou nesta quinta-feira (29), por meio da Assembleia Legislativa (ALMG), o Projeto de Lei 3.731/2025, que autoriza a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Uma das medidas mais polêmicas previstas no projeto é a oferta de 343 imóveis públicos como parte do pagamento do débito.
Entre os bens listados estão prédios utilizados por órgãos estaduais e espaços de alto valor histórico, simbólico e funcional em diversas cidades mineiras. A proposta inclui unidades de segurança, educação, abastecimento e lazer, espalhadas por regiões como o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas.

Prédio do antigo Fórum foi construído nos anos 1920
Em Patos de Minas, dois imóveis aparecem na relação oficial: o antigo Fórum — prédio histórico, construído no final dos 1920, que já foi símbolo do Judiciário local — e o tradicional Patos Tênis Clube (PTC), fundado em 1945.

O tradicional PTC foi fundado em 1945
Outras cidades da região, como Uberlândia, Uberaba e Frutal também tiveram imóveis de grande relevância incluídos na lista, como mercados do produtor (CEASA), delegacias, campus universitários e até o complexo turístico do Barreiro, em Araxá.
Agora, caberá ao governo estadual negociar com a União quais desses imóveis serão aceitos e como será feita a compensação da dívida, o que vem gerando um grande debate sobre os impactos da medida na memória urbana e no futuro do patrimônio público mineiro.

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