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INVESTIGAÇÃO APONTA PRESENÇA DE 858 MILIONÁRIOS NO PROGRAMA UNIVERSIDADE GRATUITA EM SANTA CATARINA
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INVESTIGAÇÃO APONTA PRESENÇA DE 858 MILIONÁRIOS NO PROGRAMA UNIVERSIDADE GRATUITA EM SANTA CATARINA

Donos de carros de luxo, barcos e imóveis de alto padrão ocuparam vagas de estudantes de baixa renda

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Estudantes com patrimônio milionário, donos de carros de luxo e imóveis de alto padrão estavam cursando o ensino superior gratuitamente em Santa Catarina, por meio do programa Universidade Gratuita. A informação consta em um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), divulgado pelo portal UOL na última terça-feira (25).

Segundo o órgão, 18.283 inscrições no programa apresentaram indícios de irregularidades, que podem ter causado um prejuízo de quase R$ 324 milhões aos cofres públicos.

Entre os beneficiados, 858 estudantes possuíam patrimônio declarado de R$ 1 milhão ou mais, incluindo carros de luxo, barcos, imóveis e até participação em empresas com capital milionário. Ao menos 12 estudantes acumulavam patrimônio superior a R$ 10 milhões.  

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FRAUDES

Além de omitir informações sobre o patrimônio familiar, o tribunal identificou três principais tipos de fraudes nos cadastros dos beneficiados: 15.281 pessoas omitiram informações de bens do grupo familiar; 4.430 alunos apresentaram indícios de incompatibilidade de renda, declarando valores inferiores à realidade e 1.699 deixaram de informar vínculos empregatícios.

Entre os casos mais chamativos, o TCE-SC encontrou estudantes que possuíam veículos de alto valor, como uma Land Rover Defender de R$ 733 mil e um Porsche 911 Carrera de mais de R$ 600 mil, além de barcos, moto aquática e imóveis que somam até R$ 15 milhões. Em um dos episódios mais graves, um universitário era sócio de uma empresa com capital social superior a R$ 21 milhões.

VISTA GROSSA

A investigação também aponta o possível envolvimento de consultorias, que estariam orientando candidatos a omitir informações ou fraudar documentos para acessar as bolsas do programa, que deveriam ser exclusivas para estudantes de baixa renda, em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Universidades particulares catarinenses, que participam do programa, também estão na mira da polícia. Há suspeitas de que funcionários dessas instituições tenham feito "vista grossa" para aprovar alunos que não atendiam aos critérios exigidos.

FONTE/CRÉDITOS: Brasil 247
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução/Net

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