O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com força no comércio exterior, apesar da volatilidade dos preços internacionais. Em janeiro, as exportações do setor somaram US$ 10,8 bilhões, o terceiro melhor desempenho da série histórica para o mês. O resultado garantiu um saldo positivo de US$ 9,2 bilhões, visto que as importações recuaram 11,2%, fechando em US$ 1,7 bilhão.
O cenário foi marcado por um fenômeno de “compensação": enquanto o volume exportado cresceu 7%, demonstrando a alta demanda global, o preço médio das commodities, como a soja, caiu 8,6%, seguindo a tendência de queda do Índice de Preços de Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
As carnes foram o principal motor do mês, gerando US$ 2,58 bilhões. O destaque foi a carne bovina in natura, item mais valioso da pauta exportadora de janeiro.
As exportações de carne bovina em janeiro atingiram 264 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês na série histórica. O salto operacional veio acompanhado de um faturamento de US$ 1,404 bilhão.
NOVOS MERCADOS
Com exportações para 116 países, as vendas para os Estados Unidos saltaram impressionantes 93%, impulsionadas pela retirada de tarifas adicionais.
Destinos e novos mercados
A China permanece como a principal parceira comercial, absorvendo 20% das exportações totais (US$ 2,1 bilhões). No entanto, o Brasil tem diversificado sua base de compradores com sucesso.
“A abertura de 535 novos mercados desde 2023, sendo 10 apenas neste mês, é fruto de um trabalho rigoroso de sanidade e diplomacia comercial”, destacou Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), citando o status de país livre da febre aftosa sem vacinação como diferencial competitivo.

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