O governo federal se reuniu, nesta terça-feira (15), com representantes do agronegócio brasileiro para tratar dos efeitos das tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos exportados pelo Brasil.
A reunião, liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, faz parte da estratégia de elaborar uma resposta conjunta entre o Executivo e o setor privado.
Após a conversa, Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), disse que os frigoríficos já estão parando as vendas para os EUA em razão do tarifaço.
Segundo o empresário, os frigoríficos estão suspendendo a produção de carne destinada aos americanos, haja vista a incerteza. Ele disse que com essa taxação se torna inviável a exportação aos Estados Unidos, que é o segundo maior comprador de carne bovina do Brasil.
“Nós temos cerca de 30 mil toneladas produzidas, no porto ou nas águas, que é preocupação nossa de como isso se dará a partir de agosto. É em torno de US$ 160 milhões. É uma preocupação adicional em uma cadeia que gera 7 milhões de empregos no Brasil”, disse o presidente do Abiec.
A reunião convocada pelo governo contou com representantes de grandes empresas e associações de exportadores, como grupo VIVA, LDC Juices, ABIC, ABIEC, Abrafrutas, ABIPESCA, JBS, CNC, CECAFÉ, MINERVA, BRF/Marfrig, CITRUS BR, Conselho Administrativo da Sucos BR e Fiergs.
O setor produtivo alertou para possíveis perdas caso a taxação entre em vigor nos termos anunciados. Exportadores temem cancelamento de contratos e retração da competitividade brasileira no mercado americano, um dos principais destinos dos produtos do agro nacional.

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