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SUPREMO CONFIRMA DECISÃO QUE PROIBIU USO DE BENEFÍCIOS SOCIAIS PARA BETS
Justiça
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SUPREMO CONFIRMA DECISÃO QUE PROIBIU USO DE BENEFÍCIOS SOCIAIS PARA BETS

Decisão impede que recursos provenientes dos programas Bolsa Família e BPC banquem apostas online

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14) validar a decisão individual do ministro Luiz Fux que determinou medidas para impedir que beneficiários de programas sociais façam apostas em sites de apostas online, as chamadas bets. A liminar foi julgada pelos demais ministros durante sessão virtual.

Fux, que é relator do caso, determinou que o governo adote “medidas imediatas de proteção especial” que impeçam o uso de recursos provenientes de programas sociais e assistenciais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), para bancar apostas.

Na decisão, o ministro também determinou que as regras previstas na Portaria nº 1.231/2024, do Ministério da Fazenda, sobre a proibição de ações de comunicação, de publicidade e propaganda e de marketing dirigidas a crianças e adolescentes tenham “aplicação imediata”.

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A liminar do ministro foi concedida após a audiência pública realizada pelo STF para ouvir especialistas sobre os efeitos da proliferação das apostas na economia e na saúde mental dos apostadores.

AÇÃO DA CNC

O processo que motivou o debate foi protocolado na Corte pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade questiona a Lei 14.790/2023, norma que regulamentou as apostas online de quota fixa. 

Na ação direta de inconstitucionalidade (ADI), a CNC diz que a legislação, ao promover a prática de jogos de azar, causa impactos negativos nas classes sociais menos favorecidas. Além disso, a entidade cita que houve crescimento do endividamento das famílias.

De acordo com levantamento divulgado em agosto deste ano pelo Banco Central, beneficiários do programa Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets. Esse valor representou 21% do total repassado pelo governo federal às famílias beneficiárias do programa naquele mês.

 

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução/Google

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