Depois de mais de duas décadas dedicadas ao Banco Central do Brasil, o economista Carlos Eduardo Brandt, conhecido como o “Pai do Pix”, anunciou sua saída em 2025 para assumir um cargo no Fundo Monetário Internacional (FMI). A mudança representa não apenas o fim de um ciclo de 23 anos em Brasília, mas também o reconhecimento internacional de um modelo brasileiro que se tornou referência mundial em inovação financeira.
No seu perfil oficial do linkedin, Brandt deixou claro que seu próximo desafio será contribuir com a modernização das infraestruturas financeiras em escala mundial, levando a experiência bem-sucedida do Pix para outros países.
Lançado em novembro de 2020, o Pix se consolidou rapidamente como o principal meio de pagamento do Brasil. Hoje, são mais de 159 milhões de pessoas físicas cadastradas, 15 milhões de empresas, além de 858 milhões de chaves ativas.
O modelo brasileiro de pagamento instantâneo passou a ser estudado em organismos multilaterais e por bancos centrais de diferentes países, sendo citado como exemplo de política pública inovadora e de alto impacto social.
A ida de Brandt para o FMI representa a consagração desse reconhecimento: um dos principais responsáveis pelo sistema agora atuará para apoiar países no desenvolvimento de suas próprias soluções de pagamentos digitais, aproveitando o aprendizado acumulado no Brasil.

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