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O juiz da 3ª Vara de Mirassol (SP), Marcos Takaoka, pronunciou o professor Israel Lisboa Junior na última sexta-feira (26), para que ele vá a júri popular por 16 tentativas de homicídio. Lisboa Junior atropelou 12 manifestantes bolsonaristas, dois policiais militares e duas crianças, em novembro de 2022, durante um bloqueio na Rodovia Washington Luiz, na região de São José do Rio Preto (SP).
Nos autos, a advogada Priscila Dosualdo Furlaneto alegou que o caso é de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303 do Código de Trânsito Brasileiro) e não tentativa de homicídio. Ela também apresentou supostas contradições nos depoimentos das vítimas.
A advogada afirmou que tentará reverter a situação junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). "Está comprovado nos autos por uma testemunha de acusação que ele foi agredido e, por isso, acelerou o veículo, por medo. As lesões das vítimas foram lesões leves, na maioria. Além disso, o dolo eventual não admite tentativa, o que demonstra ainda mais a decisão midiática proferida", disse a defensora.
BLOQUEIO ILEGAL
O acusado mora em Mirassol e seguia para o Hospital de Base de São José do Rio Preto para levar a mãe em uma consulta médica, quando se deparou com o bloqueio dos dois lados da rodovia. Os manifestantes protestavam contra o resultado das eleições que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com os documentos juntados na ação, Lisboa Junior fez ultrapassagens pelo canteiro central da pista dupla e, ao chegar próximo dos manifestantes, acelerou, segundo depoimentos à Justiça. Ninguém morreu.
A defesa alegou ainda que o bloqueio feito pelos bolsonaristas na rodovia Washington Luís era ilegal e que o motorista havia pedido passagem para levar sua mãe ao hospital.
