Um inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para apurar possíveis irregularidades na licitação que vai definir a empresa responsável pela operação da Loteria do Estado de Minas Gerais (LEMG) pelos próximos 25 anos.
A investigação envolve suspeitas de fraude, direcionamento do processo e possível prejuízo aos cofres públicos, conforme uma representação apresentada pela Associação dos Operadores de Jogos e Loterias de Minas Gerais (Assoperlot/MG).
Entre os pontos levantados estão indícios de improbidade administrativa, restrição à concorrência e simulação de etapas do processo licitatório.
O contrato em disputa prevê a concessão dos serviços lotéricos no modelo on-line e em tempo real, com valor estimado em R$ 15,4 bilhões ao longo de 25 anos.
Segundo a denúncia, o formato adotado poderia favorecer a atual operadora do serviço, a empresa multinacional Intralot, em detrimento de milhares de comerciantes locais.
Dois dirigentes da LEMG são alvo da investigação: o diretor-geral, Onésimo Diniz Moreira, e o vice-diretor, Antônio Celso Alves Pereira Filho.

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