A Justiça argentina condenou à prisão perpétua 10 ex-agentes da repressão por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura militar no país, uma causa que revelou mais de 400 casos ocorridos em três centros clandestinos de Buenos Aires, segundo o veredicto lido nesta terça-feira (26).
Durante o julgamento iniciado em 2020, no qual prestaram depoimento testemunhas e sobreviventes da repressão, considerou comprovado o sequestro, o desaparecimento forçado de perseguidos políticos, o homicídio, a tortura, o estupro, o roubo de crianças, os abortos forçados e outros crimes, segundo afirma o Tribunal Federal 1 de La Plata, responsável pelo processo.
A corte ordenou perícias médicas “urgentes” para decidir se suspende a prisão domiciliar à qual foi submetida a maioria dos condenados para que eles cumpram pena em regime de prisão fechada.

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