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O governo agendou uma reunião para a próxima terça-feira (29) com clubes de futebol para discutir medidas relacionadas ao fim das bets. O encontro com representantes de times das séries A e B é organizado pelos ministérios do Esporte e da Fazenda. Diversos clubes devem perder patrocínio de empresas de apostas que operavam no Brasil.
Segundo o governo, a discussão com os dirigentes foi iniciada há quase dois meses. A ideia é criar duas linhas principais de atuação: uma linha de crédito voltada para passivos dos clubes e outra que mira crédito futuro.
As duas linhas somariam cerca de R$ 20 bilhões para refinanciar dívidas dos clubes por meio de um plano que tem sido chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional.
A proposta é permitir que os times troquem dívidas mais caras por outras mais baratas, com juros do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em um modelo de empréstimo — não de perdão de dívidas.
MANIFESTO
Governistas têm minimizado impactos nos patrocínios dos principais times do país e afirmado que muitos têm situação confortável no momento e que outras empresas, de outros segmentos, já procuram os clubes para substituir os patrocínios das Bets.
O anúncio do cerco às Bets gerou uma série de repercussões no futebol. Na semana passada, os clubes divulgaram um manifesto contra a possibilidade do encerramento das casas de apostas em território brasileiro. O documento foi endossado por Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG.
As críticas seguiram após a confirmação do governo na última sexta-feira (25), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a Medida Provisória que barrou as Bets no Brasil. Entidades e empresas ligadas ao setor prometem judicializar a questão.

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